Bom dia, flores do campo!

Lá vou eu fazer mais uma série de posts do Casamento Simples. Eu adoro esse negócio de séries de posts! 🙂

A mais nova série do CS é o “Aprenda com o meu erro”. Lógico, é muito melhor aprender com o erro dos outros do que ter que errar e sofrer na pele pra tirar uma lição.

E, quando estamos falando dos nossos casamentos, errar uma vez significa que você provavelmente nunca mais terá a chance de fazer certo, já que o casamento é único nas nossas vidas, tcherto?

Pois é, já que estou escrevendo essa série, quer dizer que eu errei. E se é uma série inteira, quer dizer que eu errei pra caramba.

Então eu preciso entrar em depressão porque eu nunca mais terei a chance de fazer certo?

Lógico que não, vou fazer uma festa de bodas por ano porque eu sou master super ricaaaaaa!! Uhuuu! Só que não.

Bom… Chega de blá blá blá e vamos ao que interessa! Antes de tudo, preciso contar uma história…

Evite erros no casamento - contrato

Evite erros no planejamento do casamento – Contrato



Voltando ao período de planejamento do meu casamento…

Quando decidimos casabodar (é, esse termo surgiu no meio do planejamento, como eu expliquei nesse post aqui), uma das primeiras coisas que precisamos decidir foi o local. Claro, né?!

Então lembramos de um lugar muito bonito que meu pai costuma frequentar. Por motivos éticos, não vou citar o nome e nem maiores detalhes do local, porque longe de mim querer ferrar alguém. Mas eu preciso contar essa história pra alertar vocês, noivinhas, da importância de se fazer um contrato.

Esse lugar não é próprio para casamentos, não tem costume de ser locado para esse tipo de evento. Mas nós conhecíamos os responsáveis pelo lugar e então entramos em contato pra ver se haveria essa possibilidade. E havia! O lugar é maravilhoso e o preço foi ótimo. Então, não tinha dúvida alguma. Era lá mesmo!

Mas, até por conhecermos os responsáveis, a coisa ficou muito no boca a boca, sabe? Tudo foi conversado por e-mail, WhatsApp, telefone e pessoalmente. Mas nada em contrato. Só na conversa entre supostos bons amigos.

Pois bem, nessas conversas informais muita coisa ficou decidida. Por exemplo:

  • Preço
  • Data
  • Que o local estaria disponível para mim desde o dia anterior de manhã, sexta-feira, para eu arrumar a decoração (porque fomos nós, nossos pais e padrinhos que arrumamos a decoração – leia sobre a minha decoração de casamento Parte 1 e Parte 2)
  • Que utilizaríamos os móveis que eles tinham lá (mesas e cadeiras estilo de boteco para fazer mesas comunitárias pros convidados se sentarem – eu falei sobre mesas comunitárias aqui)
  • Que o buffet que contratamos utilizaria a cozinha do local

Muitas outras coisas foram acordadas, mas estou citando essas porque foram as que tive problema. Vai vendo, amiga… já vai imaginando…

 

Mas quando tava chegando perto da data…

MUITO depois de nós termos acordado a data do casamento e a locação do espaço com eles, surgiu um problema: apareceu outro evento no mesmo final de semana.

Esse outro evento não era um casamento, mas eles iriam precisar utilizar parte do espaço e os móveis pra receber uma bela galera. Eles disseram que essa data foi imposta à eles e eles não tinham outra opção – e, sinceramente, eu acredito nisso.

Ok, tudo bem. Temos um problema mas vamos tentar não pirar na batatinha. Soluções:

  • Apesar de não estar previsto no orçamento, tivemos que alugar mesas, cadeiras e toalhas de mesa pros convidados, já que não poderíamos utilizar mais os móveis que tinham lá. Detalhe: eu já tinha comprado o tecido e mandado-o na costureira pra fazer as toalhas da mesa comunitária. Não usei pra nada.
  • O evento seria mais durante o dia, então o espaço estaria praticamente liberado às 16h, horário que estava previsto pra começar a cerimônia. Eles deram um jeito de avisar a todos que os banheiros da área que a gente iria usar estaria fechado a partir de um certo horário e tentamos isolar a área que iríamos usar.

Bem, isso foi o de menos. Fomos super compreensivos e estava tudo resolvido.

Mas aí surgiu outro problema. Como os dois eventos estavam praticamente emendados um ao outro, precisava ter quem fizesse a limpeza do local entre um e outro, e eles não tinham mais funcionários disponíveis pra fazer a limpeza naquele horário. Seria preciso contratar alguém.

Bem, na minha linha de raciocínio lógico, eu pensava da seguinte forma:

  • Ou eu recebo limpo e entrego limpo (ou seja, pago a limpeza no final), ou eu recebo sujo, pago a limpeza antes, e devolvo sujo. Não fazia sentido na minha cabeça receber sujo e entregar limpo.
  • Se não tivesse aparecido esse bendito evento que já havia me feito gastar mais com móveis e toalhas, o local seria me entregue limpo. Então, se o local estará sujo devido à esse evento, a limpeza do local teria que sair do orçamento do bendito evento, e não do meu bolso, já que eu havia agendado muitos meses antes de aparecer o tal evento.

Alguém discorda? Talvez eu esteja ficando louca.

Mas os responsáveis pelo local não pensaram assim. Quiseram me cobrar as duas faxinas: de antes e de depois.

Sinceramente, pensando hoje, talvez fosse melhor eu ter ficado quieta e pagado, mesmo não concordando. Digo porque isso foi – na minha interpretação dos fatos – a causa de todas as desgraças que aconteceram daí pra frente.

Bem, eu questionei educadamente que não deveria pagar ambas as faxinas e, de cara feia e discordando, engoliram.

 

Aí chegou a véspera do casamento

Chegamos lá na sexta de manhã. Começamos a abrir milhões de caixas aonde estavam as minhas compras da 25 de março, as garrafinhas que pintamos, porta-retratos, as fotos do mural, etc.

Bem, eu nunca vi alguém decorar um casamento ou qualquer evento que seja sem antes fazer uma tremenda bagunça. Mas aí eu ouço algo do tipo “ai, me tranca no quarto pra eu não ficar vendo essa bagunça”.

Eu não vou ficar entrando em detalhes aqui, mas eu realmente tive que engolir a seco cada comentariozinho desnecessário.

Vários pequenos problemas aconteceram, mas vou citar somente os dois que realmente me tiraram do sério!

A organização das mesas dos convidados

A varanda aonde ficariam as mesas dos convidados era a área de passagem para os banheiros.

Bem, eu precisava deixar tudo arrumado na sexta, pois sábado seria o dia de passar a manhã me arrumando com as madrinhas e não me preocupar com mais nada (sonho meeeuu….)

Isso já havia sido conversado meses antes, mas mesmo assim eu fui informá-los de que iria começar a arrumar as mesas na varanda. Adivinha a resposta!?

“Vai atrapalhar as passagens pro banheiro. Só dá pra te liberar aquele espaço amanhã às 15h”

WTF?!?!??!??!!?

A cerimônia ia começar às 16h e a pessoa queria que eu COMEÇASSE a arrumar as mesas pros convidados às 15h. Detalhe: eles eram convidados também e sabiam dos horários.

Tentei argumentar e nada. Fui chorando pro papai, né?! Ele é conhecido de longa data, então foi lá conversar. A resposta mudou:

“Ok. Pode montar as mesas, mas deixa um bom espaço pra passagem pros banheiros”.

E assim fizemos. Montamos as mesas, deixamos espaço pra um elefante passar pro banheiro e, antes de irmos embora, chamamos eles e mostramos pra eles darem o OK. E deram o OK.

Ah, preciso contar também que, como a decoração não era padrão para todas as mesas, a minha cunhada e minha sogra passaram cerca de 1 hora e meia pensando na decoração das mesas, analisando cada uma, vendo qual garrafinha combinava com qual lanterninha, qual flor combinava com qual vela…

No dia seguinte – dia do casamento -, meu marido passou lá de manhã pra ver como estavam as coisas.

Minhas amigas… eles arrancaram TODA a decoração, TODAS as toalhas e empurraram TODAS as mesas  e TODAS as cadeiras pro canto.

Conclusão: meu pai foi arrumar a decoração tudo de novo… Mas eu nem preciso dizer que ele não sabe qual garrafa combina com qual flor né? Lógico que não ficou do jeito que a gente queria e até por isso eu quase não tenho fotos boas da decoração das mesas dos convidados, pois quando os fotógrafos chegaram meu pai nem tinha começado a rearrumar tudo.

Não gosto nem de lembrar quando ele me ligou pra contar como estavam as mesas…

As bebidas

Quando meu marido estava lá no sábado de manhã ele foi colocar os espumantes na geladeira e – adivinha! Não podia usar a geladeira por causa do bendito evento. Ela estava cheia.

Poxa vida, custava avisar então?! A gente estava contando com a geladeira, como já havia sido combinado muito antes.

Nem preciso dizer que o maridão deu uma surtada lá e o dono do buffet, vendo que ia dar m*, interveio e disse que ia mandar buscar gelo pra gelar as bebidas. Salve o buffet!

 

Imagina a correria

Resumindo, sábado, que seria o dia de relaxar e aproveitar com as madrinhas, eu fiquei pendurada no telefone quase surtando.

Quando eu cheguei lá, às 15:30 (sim, às 15:30), meu pai estava colocando as mesas no lugar pra começar a decoração, os fotógrafos estavam ajudando (salve salve meus queridos amigos do Foto Tavares), as cadeiras da cerimônias estavam todas fora do lugar, e tava todo mundo – nossos pais e nós dois – pertinho de perder um parafuso.

E fui eu lá – de penteado e maquiagem, pronta pra divar – carregar cadeira pra lá e empurrar mesa pra cá.

Foi fácil não…

Conclusão

Queridas amigas noivinhas… não entrem nessa furada de confiar nas pessoas.

Façam um contrato, não importa se a pessoa que é dona do local ou que for te fornecer algum serviço for seu conhecido.

Veja meu caso: eu imaginei que qualquer fornecedor poderia me dar problema, menos os responsáveis pelo local, já que eram conhecidos de longa data. E ninguém me deu problema, só eles. Irônico, não?

O fato é: são poucas as pessoas que você realmente conhece a fundo. Talvez duas ou três. O resto, você pode achar que conhece, mas não conhece. Quando chega a hora, pode ser por birra, por inveja, por preguiça, por falta de comprometimento ou por estar pouco se lixando pros sentimentos dos outros, essa pessoa pode estragar o dia mais esperado da sua vida.

Eu esperei dez anos pra realizar aquele sonho e por tão pouco, quase destruíram. Infelizmente muita coisa não saiu do jeito que a gente queria, mas o resto foi tão bom, mas tão bom… que eu até consegui relevar.

Ah, e mais importante do que fazer um contrato: COLOQUE TODOS OS DETALHES NO CONTRATO!

 

Beijos, minhas queridas!

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Julita

Engenheira química, mãe e esposa dedicada, apaixonada por casamentos! Quer ajudar as noivas econômicas a realizarem seus sonhos sem sacrifícios, com muita criatividade e, de quebra, ainda se divertindo!